Aliança entre PL de Bolsonaro e Mateus Simões ganha força e pode mudar tabuleiro de 2026 em Minas

PL e PSD fazem novos acenos e dão sinais de maior aproximação
Em evento em Ipatinga, Domingos teve destaque no dispositivo. Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O PL de Jair Bolsonaro intensificou movimentos em direção ao vice-governador Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao Executivo estadual. A aproximação ganhou força nos últimos dias e colocou o pessedista no centro das conversas sobre a formação de um polo único da direita em Minas Gerais.

Presidente do PL no estado, o deputado federal Domingos Sávio chegou a se referir publicamente a Simões como “governador” em um evento na quinta-feira (13). Em paralelo, o também deputado Nikolas Ferreira, até então cotado para encabeçar uma chapa ao governo, deu novo sinal de alinhamento com o pré-candidato pelo PSD.

Em vídeo postado nas redes sociais na segunda-feira (17), Nikolas anunciou, ao lado de Simões, uma emenda de R$ 1 milhão para a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Interlocutores afirmam que o convite para o vídeo partiu de Nikolas, que fez questão da presença do vice-governador.

Não é o primeiro movimento combinado dos dois. No mês passado, Simões gravou um vídeo prometendo atender prontamente a um pedido do deputado, que respondeu agradecendo.

Tempo de TV

Segundo pessoas próximas ao ex-presidente Bolsonaro, a prioridade nas eleições de 2026 é estar ao lado de quem terá força para chegar ao Palácio Tiradentes em 2027. 

Houve, inclusive, quem cogitasse Nikolas como cabeça de chapa, hipótese que não empolga o deputado. Ele, assim como outros dirigentes do PL mineiro, prefere uma composição, seja indicando o vice, seja ocupando a vaga ao Senado. E o grupo de Simões saiu na frente nessa disputa.

Para os pessedistas, aliás, o PL tem muito a agregar. A maior bancada da Câmara garante ao partido o tempo de TV necessário para crescer os programas de Simões e apresentá-lo ao eleitorado mineiro.

Hoje, um dos nomes com mais recall no estado é do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos). Ele pode, no entanto, enfrentar desgaste em razão das investigações envolvendo Euclydes Pettersen, presidente estadual do partido e principal articulador de sua campanha. 

Cleitinho, aliás, tentou se reunir com Nikolas algumas vezes, sem sucesso.

Disputa ao Senado

A movimentação de Domingos Sávio em direção ao pessedista também se intensificou. Na semana passada, o deputado acompanhou o governador Romeu Zema (Novo) e Simões em agenda em Ipatinga, uma de suas bases políticas no Vale do Aço. No evento, chamou o vice-governador de “governador” e ocupou posição de destaque no dispositivo.

Desde o início das tratativas sobre 2026, Domingos defende uma chapa unificada da direita, e não esconde que tem conversado com Cleitinho e Simões. 

Ele é um dos postulantes à vaga do PL para o Senado Federal, ao lado do deputado estadual Cristiano Caporezzo e dos deputados federais Maurício do Vôlei e Eros Biondini. 

O anúncio deve ocorrer ainda em novembro, feito por Bolsonaro ou por um porta-voz do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.

Dois nomes

O PL chegou a discutir o lançamento de dois nomes ao Senado. A estratégia incluiria Caporezzo, opção apoiada pelos filhos de Bolsonaro. 

Interlocutores, no entanto, consideram a ideia arriscada e avaliam que dividiria o voto bolsonarista, reduzindo as chances da sigla. 

Afinal, Zema, que é pré-candidato do Novo à Presidência, e Simões já têm um indicado para a vaga: o secretário de Governo Marcelo Aro.

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