Um dia após o anúncio da migração de Igor Eto do Novo para o Avante, lideranças do partido do governador Romeu Zema já ensaiam refazer os cálculos das metas eleitorais para 2026. O objetivo inicial, que era eleger três deputados federais e cinco deputados estaduais, já é tratado como ousado por dirigentes do Novo ouvidos pela reportagem.
Ex-secretário de Estado de Governo de Zema, Eto era tratado internamente como um dos nomes que seriam responsáveis pelo atingimento da meta de três deputados federais. Na calculadora de lideranças da sigla, os outros dois eleitos seriam o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, e o vereador belo-horizontino Braulio Lara.
Nos bastidores, a informação é que não há, entre os pré-candidatos a uma cadeira na Câmara dos Deputados, um substituto com o potencial de Igor Eto. Desde 2024 ocupando a presidência da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas), o empresário Márcio Bernardino é apontado como um nome que “pode surpreender”.
A reportagem buscou contato com o presidente estadual do partido, Christopher Laguna, para comentar a saída de Igor Eto. O espaço está aberto.