Ausência de irmão de Cleitinho em evento de Zema acende alerta no Novo

Vice representou prefeito em inauguração de gasoduto em Divinópolis; presidente do PL mineiro, Domingos Sávio, marcou presença
O presidente do PL-MG, Domingos Sávio; Zema; o presidente da Gasmig, Carlos Colón; a secretária Mila Corrêa da Costa; e a vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, na inauguração do gasoduto. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG.

A ausência do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), na inauguração do gasoduto do Centro-Oeste, obra de mais de R$ 800 milhões e a maior entrega da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) na década, acendeu um alerta no Novo. O partido, que já enfrenta dificuldade para montar uma chapa competitiva para a Câmara dos Deputados em 2026, enfrenta o risco de desfiliação daquele que é considerado seu principal nome para a disputa legislativa

A cerimônia, no dia 17, na cidade de Gleidson, reuniu o governador Romeu Zema, secretários de Estado e o deputado federal Domingos Sávio, presidente do PL-MG e cada vez mais próximo de Mateus Simões, vice-governador e pré-candidato à chefia do Executivo pelo PSD. Coube à vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, do Avante, representar o município. O outro irmão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), também esteve presente.

Cleitinho e Gleidson são gêmeos. O prefeito é tratado como aposta central do Novo para a Câmara, mas um eventual embate entre o senador e Simões na corrida ao Palácio Tiradentes torna inevitável a mudança de partido do chefe do Executivo de Divinópolis, segundo interlocutores do Novo ouvidos por O Fator. A perda, avaliam, seria prejudicial ao projeto federal da sigla.

O próprio Gleidson reforçou a tensão. No dia 18, durante o 15º Encontro dos Consórcios Intermunicipais de Minas Gerais, ele justificou a ausência e, na sequência, criticou o governo Zema e a Assembleia Legislativa (ALMG) pela demora na tramitação do projeto que autoriza a doação do imóvel do futuro Hospital Regional de Divinópolis à Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

“’Ô, Gleidson, por que você não foi lá no gasoduto para receber o Zema?’ O gasoduto é muito importante, mas o povo quer o hospital”, criticou. Ele ainda questionou se a população teria que ir à ALMG ou ao Estado cobrar agilidade na inauguração do hospital.

O recado ampliou o temor de que o Novo não consiga formar chapas minimamente competitivas. Por outro lado, empurrou Gleidson para o centro das atenções do eleitorado.

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