Integrantes da coordenação da pré-campanha de Mateus Simões (PSD) ao governo de Minas Gerais receberam com entusiasmo as sinalizações dadas pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). Após visitar Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (21), o parlamentar afirmou que o ex-presidente não pediu que ele fosse candidato ao Palácio Tiradentes, reduzindo a temperatura em torno de uma possível disputa interna no campo da direita.
Nos bastidores, a fala foi lida como sinal de recuo estratégico, abrindo espaço para consolidar uma aproximação que já vinha se desenhando.
“Não houve esse pedido para ser candidato. O governo de Minas é complexo porque é um estado que precisa continuar não tendo o PT ali à frente. A gente sabe o que passou com o governo do PT e a gente sabe que o cenário está difícil por conta das indefinições”, disse Nikolas.
Interlocutores avaliam que a declaração está alinhada ao discurso da pré-campanha de Simões e reforça a avaliação de que a direita precisa convergir em um nome para diminuir as possibilidades de vitória de um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse nome, na visão de aliados do vice-governador, seria o pessedista.
O entorno de Simões acredita que Nikolas, apesar de aparecer bem nas pesquisas e ter peso considerável nas redes sociais, demonstrou pragmatismo ao adiar qualquer movimento, fortalecendo a tese de alinhamento. Nesta semana, o deputado federal esteve ao lado do vice-governador em um evento da Polícia Militar (PMMG) em Belo Horizonte.
Paralelamente, o PL intensificou a aproximação com o vice-governador. O presidente da sigla em Minas e cotado para o Senado, o deputado federal Domingos Sávio tem acompanhado a comitiva do Palácio Tiradentes em agendas importantes e ampliado diálogos sobre a construção de um bloco unificado da direita no estado.
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