A prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) e a ex-deputada federal Áurea Carolina estiveram reunidas na última semana para debater um assunto em comum: a disputa por uma cadeira no Senado.
Solicitada por Áurea, que prepara sua refiliação ao Psol para dezembro, a conversa abordou exclusivamente a disputa de 2026, que contará com duas vagas ao Senado. Áurea também quer se candidatar ao cargo.
Pelo que O Fator apurou, Marília tem apontado uma condição ao próprio partido: que só aceitará disputar se for tratada como prioridade pela legenda e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, Áurea externou a leitura de que o campo progressista pode buscar as duas vagas ao Senado que estarão em disputa no Estado, recusando a lógica de que Minas elegerá necessariamente um nome da direita e outro da esquerda.
Marília manteve sua linha já conhecida: não cogita disputar o governo de Minas, tampouco sair da prefeitura para compor como vice.
O ponto exigido pela prefeita vai de encontro ao projeto do ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). O ministro pretende ser candidato ao Senado, mas já acenou a Lula que, se necessário, pode ser o candidato a governador. Silveira também já acertou com Lula que fará a coordenação da campanha a reeleição do presidente da República em Minas.
Silveira disputou o cargo em 2022, terminou em segundo lugar e, agora, após a filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD, prepara sua saída da legenda. O ministro tem mantido conversas com outros partidos, como o PSB, sempre com o objetivo de voltar à corrida pelo Senado.
Enquanto Marília condiciona sua entrada na disputa, Silveira nunca retirou a pretensão de concorrer novamente. E, nos últimos quatro anos, consolidou-se como a principal voz do Governo Lula em confrontos políticos com o governador Romeu Zema (Novo).
