O encontro da presidente do PT de Minas Gerais, a deputada estadual Leninha, com a bancada do partido na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (25) em Brasília (DF), serviu para avançar em alguns consensos entre os petistas. O primeiro deles é que a prefeita de Contagem, Marília Campos, caminha para ter seu nome unificado na legenda como pré-candidata ao Senado. A prefeita é bem avaliada por diferentes alas da sigla e segue ganhando força.
O segundo consenso é de que o PT mineiro não desistiu de ter o senador Rodrigo Pacheco (PSD) como candidato ao governo. Os petistas ainda aceitam esperar por uma decisão definitiva do ex-presidente do Senado, que disse na semana passada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que considera deixar a vida pública em 2026.
Caso Pacheco defina por manter-se fora da disputa eleitoral, uma solução “caseira” analisada na reunião desta terça foi a candidatura da prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, ao Palácio Tiradentes. Tanto Marília quanto Margarida participaram do encontro na capital federal.
A candidatura ao Senado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), também é bem vista pela maioria dos petistas.
De acordo com interlocutores presentes na reunião, entretanto, Silveira e Pacheco teriam que migrar para partidos aliados do presidente Lula em Minas. O PSD trabalha para construir um amplo campo de alianças em torno do vice-governador Mateus Simões, que assumirá o governo em abril e será candidato à reeleição.
Além de articular um polo para derrotar Simões na corrida pelo Executivo estadual, o PT mineiro busca consolidar um palanque capaz de contribuir com a reeleição do presidente Lula. O presidente nacional do partido, Edinho Silva, tinha um encontro marcado com a cúpula petista no estado nesta quarta-feira (26), mas a agenda foi cancelada.
Tudo indica, portanto, que os petistas encerrarão o ano sem os nomes que irão compor a chapa majoritária do partido em 2026.