Quem vai herdar as bases eleitorais de Aécio, que não disputará a reeleição

Ex-governador avalia outros caminhos e já reposiciona aliados nas chapas em Minas Gerais
O ex-governador de Minas assumiu novamente a presidência nacional do PSDB e não disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados. Foto: Divulgação / Instagram Aécio Neves

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) já começou a reorganizar sua base eleitoral para destiná-la a aliados tucanos para as eleições do ano que vem. O ex-governador de Minas, que assumiu novamente a presidência nacional do PSDB nessa quinta-feira (27), não disputará um novo mandato na Câmara dos Deputados. A informação foi confirmada por ele.

Nesse rearranjo, pelo que O Fator apurou, um dos nomes que aparece como possível herdeiro de parte desse capital político é o ex-deputado estadual João Leite, que deve tentar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Há, ainda, uma segunda frente em articulação. Parte da estrutura ligada a Aécio também estaria sendo direcionada ao ex-governador Eduardo Azeredo, que avalia se volta pessoalmente ao processo eleitoral ou se transfere esse protagonismo ao filho, Gustavo Azeredo.

Ainda na composição da chapa para a Câmara dos Deputados, Leonídio Bouças, atualmente deputado estadual do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deve migrar para a disputa federal.

Para a Assembleia, por sua vez, a articulação envolve tanto Aécio Neves quanto o deputado federal Paulo Abi-Ackel, que tendem a concentrar apoio em Luigi D’Angelo. Secretário-geral estadual do partido e ex-vereador de Carmo da Mata, no Centro-Oeste de Minas, D’Angelo é assessor de Abi-Ackel e desponta como aposta preferencial para a ALMG.

A propósito, Aécio ainda não decidiu o que irá disputar em 2026. Ele e o PSDB, durante agendas no interior de Minas, alimentam a possibilidade de que o tucano possa se candidatar a governador, cargo que exerceu entre 2003 e 2010. Interlocutores, no entanto, não acreditam tanto na possibilidade e apostam mais que Aécio, agora livre de quase todas as ações em que era réu no Supremo Tribunal Federal (STF), possa se dedicar mais na reorganização do PSDB no Brasil.

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