Os fundos de investimento da Perfin aumentaram a participação na Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para 9,61% do capital social. O movimento ocorre no momento em que a privatização da estatal avança na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Nesta quinta-feira (11), a estatal publicou um comunicado ao mercado informando a elevação. Para alcançar a posição de 9,61%, a Perfin transformou em ações os derivativos que possuía. Assim, houve incremento no número total de papéis.
Os fundos agora possuem 36,5 milhões de títulos da companhia, o que representa 9,61% do capital total. Além disso, a Perfim emprestou 9,99 milhões de ações da Copasa.
“Os Fundos Perfin não possuem, nesta data, quaisquer outros valores mobiliários de emissão da Companhia ou instrumentos derivativos, de liquidação física ou financeira referenciados em ações de emissão da Companhia, que não sejam os mencionados nos itens “i” e “ii” desta comunicação. O objetivo das participações societárias acima descritas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da Companhia, sendo que, nesta data, não há uma quantidade de ações da Companhia visada pelos Fundos Perfin”, informou a acionista, ao comunicar o movimento à estatal.
Privatização na mira
A informação chega ao mercado dois dias após a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG aprovar em 2° turno o projeto de privatização da Copasa. A venda da empresa segue agora para votação final no plenário, previsto para acontecer na próxima terça-feira (16).
O texto aprovado na comissão trouxe uma mudança no destino dos servidores. A nova redação garante que, após 18 meses de estabilidade, os trabalhadores da Copasa possam ser transferidos para “outras entidades públicas estaduais”, incluindo autarquias como a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário (Arsae).
Todas as emendas apresentadas por deputados de oposição foram rejeitadas. Entre as propostas derrubadas estava a proibição de empresas com dívida superior ao patrimônio participarem do leilão e a vedação a grupos que negociaram mais de 3% das ações da Copasa ao longo do ano.
O projeto será debatido em seis reuniões do plenário. Na sétima sessão, o texto poderá ser votado. No primeiro turno, a base governista obteve 50 votos favoráveis, acima do mínimo de 48 necessários para aprovar a privatização.
O governo de Minas planeja vender ações da Copasa entre março e abril de 2026, antes de o governador Romeu Zema (Novo) deixar o cargo para se dedicar à pré-campanha presidencial. A direção da empresa avalia negociar cerca de 30% do capital acionário total.