A busca do PT por um candidato ao governo de Minas Gerais e a consequente montagem de um palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado deve ser concentrada sobre quadros de outros partidos. Para dirigentes petistas ouvidos por O Fator, a possibilidade de lançar um nome próprio ao Palácio Tiradentes não é prioridade no momento.
As prefeitas Margarida Salomão e Marília Campos, de Juiz de Fora (Zona da Mata) e Contagem (Região Metropolitana), respectivamente, chegaram a ser sondadas para a empreitada, mas recusaram de pronto. O quadro não mudou nem mesmo quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, as citou como possíveis candidatas.
O PT mineiro ainda tem no senador Rodrigo Pacheco e no ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ambos do PSD, e no presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), os nomes preferidos para a sucessão do governador Romeu Zema (Novo).
Embora Edinho tenha se reunido recentemente com o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), petistas mineiros não o têm como plano A.
“Kalil não gosta de políticos, né? Para fazer política, é preciso gostar de política”, disse, sob reservas, uma liderança petista.
Lula não joga a toalha por Pacheco
Lula está em Belo Horizonte nesta quinta-feira (11). Embora Pacheco ainda mostre dúvidas quanto à hipótese de concorrer ao governo, o presidente da República não jogou a toalha.
Mais cedo, em entrevista à TV Alterosa, o chefe do Executivo federal garantiu não ter pressa para bater o martelo sobre o candidato.
“Quem tem pressa come cru. Eu vou esperar o tempo passar, ainda quero que o Pacheco ouça essa entrevista e saiba que eu não perdi a esperança que ele tente seja governador. Se chegar o momento de decidir e ele não quiser mesmo, vamos encontrar outra pessoa para governar Minas Gerais de verdade”, pontuou.