A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou a distribuição de R$ 338 milhões em remuneração aos acionistas, com pagamento de R$ 200 milhões ainda neste ano.
As decisões foram tomadas pelo Conselho de Administração e comunicadas ao mercado em Fato Relevante divulgado na quinta-feira (11).
No mesmo fato relevante, a companhia informou a destinação de 50% do lucro líquido ajustado aos acionistas, podendo utilizar dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP), conforme previsto na legislação.
Quando serão pagos
Os R$ 200 milhões serão pagos em 26 de dezembro e são referentes a duas parcelas extraordinárias. A primeira corresponde a dividendos de R$ 140,3 milhões, equivalentes a R$ 0,37 por ação.
A segunda diz respeito a JCP, no valor de R$ 59,7 milhões, ou R$ 0,16 por ação, relativos a resultados do exercício de 2020 que haviam permanecido retidos em reservas de lucros.
Quem tem direito ao crédito
Terão direito a esses pagamentos os acionistas que possuíam ações da companhia até 16 de dezembro. A partir do pregão do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados sem o direito ao recebimento desses valores.
Aprovado para 2026
Além do desembolso previsto para 2025, a Copasa aprovou a distribuição de R$ 138 milhões para 2026, também na forma de juros sobre o capital próprio, com valor de R$ 0,36 por ação.
Nesse caso, a data de pagamento ainda será definida e dependerá da Assembleia Geral Ordinária, que aprovará as demonstrações financeiras do exercício.
No comunicado, a estatal afirma que os pagamentos extraordinários aprovados utilizam recursos existentes nas reservas de lucros apuradas no balanço de 2024 e não comprometem a estrutura financeira nem a capacidade de investimento da companhia.
Perfin e Arsae-MG
Também na quinta-feira (11), a companhia informou que os fundos de investimento da Perfin aumentaram a participação na estatal para 9,61% do capital social. O movimento ocorre paralelamente ao avanço da privatização da companhia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).´
Os deputados já aprovaram as proposições de lei que alteram a reconfiguração e as retribuições da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG) para adequá-la às determinações do Novo Marco do Saneamento. Essas mudanças são fundamentais para uma possível privatização.