A mineradora de Minas que vai pagar quase meio bilhão a acionistas; saiba quem pode receber

Empresa acelera anúncio de distribuição de resultados e protege investidor de imposto que começa a valer em 2026
Foto extração mineral da CSN
A CSN Mineração é a segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil. Foto: Divulgação/CSN

A CSN Mineração vai pagar R$ 423,7 milhões em proventos aos acionistas até 31 de dezembro de 2026, com base nos resultados de 2025. A informação consta em Aviso aos Acionistas protocolado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de sexta-feira (26). A antecipação dos recursos foi aprovada em reunião do Conselho de Administração da companhia realizada na mesma data.

O montante será dividido em duas fatias. A maior delas, de R$ 259,7 milhões, será paga como dividendos, que representam o lucro direto e livre de impostos para pessoas físicas no regime atual.

Os outros R$ 164 milhões serão distribuídos como Juros sobre Capital Próprio (JCP). No caso do JCP, o governo retém 15% de imposto na fonte no momento do pagamento.

Para garantir o recebimento, o investidor precisa ter as ações da CSN Mineração na carteira até o fim do dia 2 de janeiro de 2026, data limite conhecida como “data-com”.

Quem comprar os papéis depois desse prazo, na chamada “data-ex”, não terá direito aos valores anunciados. O dinheiro será depositado automaticamente nas contas dos acionistas até o dia 31 de dezembro de 2026, prazo final definido pela administração da empresa para o crédito dos recursos.

Atualização dos dados é necessária

Investidores que estiverem com os dados desatualizados, como falta de CPF ou informações bancárias antigas, devem regularizar a situação em qualquer agência do Banco Bradesco. Sem essa atualização, o pagamento fica travado.

Antecipação blinda acionistas

A medida da CSN Mineração segue um movimento de várias empresas da B3, que estão acelerando a entrega de lucros para evitar que seus acionistas percam rentabilidade.

A decisão de antecipar o anúncio desses valores funciona como um escudo fiscal, já que, a partir de 1º de janeiro de 2026, uma nova lei tributária passará a cobrar 10% de imposto sobre dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais de um mesmo emissor.

Além disso, a tributação sobre o JCP também sofrerá reajuste, subindo para 17,5% em 2026.

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