Deputados federais e estaduais do PT mineiro têm priorizado as próprias pré-campanhas à reeleição e mantido certa distância das articulações a respeito dos caminhos que o partido tomará na disputa pelo governo do estado. Interlocutores petistas ouvidos por O Fator afirmam que há consenso na tese de que a definição do candidato apoiado pelo partido na corrida pelo Palácio Tiradentes caberá exclusivamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O argumento é que, sem a participação de Lula nas conversas, dirigentes do PT em Minas não reuniriam as condições necessárias, por exemplo, para convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD) ou o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB), a liderar uma candidatura contra o vice-governador Mateus Simões (PSD).
Nomes como o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), do ex-presidente da Câmara da capital, Gabriel Azevedo (MDB), e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), correm por fora na preferência dos petistas para liderar o palanque de Lula em Minas.
Calculadora na mão
Com a prefeita de Contagem, Marília Campos, buscando viabilizar seu nome ao Senado, e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decidida a permanecer no cargo até 2028, tem restado aos parlamentares petistas no estado, portanto, iniciar o ano percorrendo suas bases, visitando prefeitos e fazendo contas para a reeleição.
Na Câmara dos Deputados, os 10 integrantes da bancada do PT são, a princípio, pré-candidatos à reeleição. Odair Cunha, contudo, segue se movimentando nos bastidores para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU). A indicação do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) deve ser oficializada ainda no primeiro semestre.
Já na Assembleia Legislativa, a chapa petista terá novidades. Candidato a vice-governador na coligação liderada por Kalil em 2022, André Quintão tentará retornar à Casa. A ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, deixará o cargo em março para disputar um novo mandato de deputada estadual. Hely Tarqüínio (PV) ocupa interinamente a vaga da ministra no Legislativo.
Haverá ainda uma novidade externa: a deputada Ana Paula Siqueira (Rede) se filiará ao PT para buscar a reeleição.