A nova licença de Euclydes Pettersen da Câmara dos Deputados

Vice-prefeito de Santa Luzia, Ilacir Bicalho, tomará posse como deputado federal no início de fevereiro
Ilacir Bicalho assume mandato federal durante licença de Euclydes Pettersen. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O vice-prefeito de Santa Luzia, Ilacir Bicalho, vai se licenciar temporariamente do cargo no município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) para assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados pelos próximos quatro meses. A posse está prevista para o dia 10 de fevereiro e decorre de um rearranjo interno recorrente no Republicanos em Minas Gerais.

Ilacir disputou as eleições de 2022 pelo PSC, mesma legenda pela qual se elegeu Euclydes Pettersen, hoje presidente estadual do Republicanos. A migração dos dois para a nova sigla ocorreu de forma coordenada, e a posse do vice-prefeito como deputado se insere nesse histórico de movimentações partidárias que têm permitido o revezamento de suplentes da legenda em Brasília.

Não é a primeira vez que Euclydes se licencia do mandato para abrir espaço a aliados.

Em 2025, ele se afastou por quatro meses, permitindo a posse de Katia Dias, outra integrante da antiga chapa do PSC. À época, o afastamento foi associado à intensificação das articulações políticas do deputado com vistas à disputa pelo Senado em 2026.

No ano anterior, em 2024, a vaga também foi ocupada temporariamente por Duarte Júnior, ex-prefeito e ex-vice-prefeito de Mariana, enquanto Euclydes se dedicava à coordenação política do Republicanos nas eleições municipais.

Turbulências

Em novembro, Euclydes foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), no âmbito da operação que investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. O deputado nega as acusações.

De acordo com a Polícia Federal, o parlamentar teria recebido ao menos R$ 14,7 milhões para oferecer proteção política ao esquema de fraudes no sistema previdenciário. As investigações apontam ainda que Euclydes seria o integrante mais bem remunerado da estrutura de pagamentos do esquema, responsável por facilitar o acesso do presidente da entidade a indicações para cargos estratégicos no INSS.

À época da operação, Euclydes afirmou estar “à inteira disposição” das autoridades, dizendo acreditar “na justiça, na verdade e na importância das investigações sérias, conduzidas dentro da legalidade e com total transparência”.

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