O prazo dado ao PT por aliados de Marília Campos

Para disputar uma cadeira no Senado, prefeita precisa se desincompatibilizar do cargo até o começo de abril
marília campos
Marília ainda não definiu se deixará a Prefeitura de Contagem para concorrer nas eleições deste ano. Foto: Divulgação

Aliados da prefeita de Contagem, Marília Campos, aproveitaram uma reunião do grupo de trabalho montado pelo PT de Minas Gerais a fim de discutir os rumos do partido na eleição deste ano para fazer uma espécie de cobrança: a definição sobre uma eventual candidatura dela ao Senado Federal precisa ser tomada até fevereiro.

No encontro, ocorrido nessa segunda-feira (19), em Belo Horizonte, apoiadores de Marília indicaram que a demora do PT em formalizar a pré-candidatura da prefeita à Casa Alta do Congresso Nacional pode atrapalhar as articulações por sua eleição.

Como O Fator mostrou na semana passada, o pedido para “apressar” a pré-candidatura de Marília Campos já foi feito por aliados, inclusive, a setores nacionais do PT. Se resolver participar da eleição deste ano, a chefe do Executivo da cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) precisará deixar o atual cargo em abril e, até lá, precisaria resolver questões ligadas à divisão de espaços na administração municipal

O principal concorrente da prefeita na disputa interna por uma cadeira no Senado é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD). Nos bastidores, Marília e Silveira se articulam pela posição de candidatura prioritária do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Minas Gerais. Em 2026, serão eleitos dois senadores por cada unidade da federação.

Reunião esvaziada

Apesar dos apelos do grupo de Marília, a reunião dessa segunda-feira foi esvaziada. O coordenador da bancada de Minas Gerais na Câmara, Paulo Guedes, não compareceu, assim como o deputado estadual Ulysses Gomes, líder do bloco de oposição a Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa (ALMG). O economista José Prata, marido de Marília e integrante do grupo que debate as táticas eleitorais, também foi ausência.

O PT mantém compasso de espera, ainda, sobre a corrida ao governo estadual. Com o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o presidente da ALMG, Tadeu Leite (MDB), em período de recesso parlamentar, o consenso é de que os petistas terão que esperar por sinais de Lula sobre o caminho a seguir na disputa pelo Executivo

Lideranças do PSB vêm sinalizando a aliados do presidente da República que há unidade no partido para receber as filiações de Pacheco, Leite e Silveira e chancelar suas eventuais candidaturas, seja ao governo do estado ou ao Senado Federal.

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