Os discretos apoios que Damião deve manifestar na eleição

Aliados do prefeito estão convencidos de que 2026 deverá ser de avanço na consolidação de ‘bandeiras’ de sua gestão
alvaro damião
Damião trabalha para atrair mais recursos do governo federal. Foto: Junia Garrido/PBH

Enquanto cumpre período de férias fora do país, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), acompanha as movimentações no tabuleiro eleitoral sem pressa para definir as posições que tomará. Interlocutores da administração municipal afirmaram à reportagem que Damião manifestará apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e à candidatura do secretário de Estado de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP), para o Senado Federal.

A participação de Damião no processo eleitoral, no entanto, caminha para ser discreta. A prioridade do mandatário este ano será ampliar o número de obras e projetos entregues à população. O prefeito, cabe lembrar, foi eleito como vice na chapa liderada por Fuad Noman (PSD) em 2024, e assumiu definitivamente o Executivo municipal em abril do ano passado. A avaliação no grupo político de Damião é que 2026 precisará ficar marcado como um ano de realizações concretas em sua administração.

A aliança com Lula tem como justificativa os investimentos do governo federal na capital mineira. Prefeitura e União celebraram acordos recentes, por exemplo, para a revitalização e construção de dois novos viadutos no Anel Rodoviário. O convênio foi firmado durante as negociações que levaram à cessão da via para o Executivo municipal. Está acertado que BH receberá também a construção de um novo Instituto Federal de Educação de Minas Gerais (IFMG) no Barreiro. Com uma eventual reeleição do presidente, Damião espera garantir mais recursos para a cidade.

Já o acordo pelo apoio a Marcelo Aro tem como principal motivação a governabilidade. Desde que se aproximou do secretário de Zema, Damião tem como aliados contumazes os vereadores que integram a “Família Aro”. O Legislativo municipal é comandado desde janeiro de 2025 pelo presidente Juliano Lopes (Podemos), um dos parlamentares mais próximos ao pré-candidato a senador.

Para o governo, Damião não esconde de aliados que seu nome preferido é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Enquanto o ex-presidente do Congresso Nacional mantiver em aberto sua participação na sucessão de Romeu Zema (Novo), o prefeito da capital não ensaiará qualquer movimentação.

Apesar do bom diálogo institucional que mantém com Zema e com o vice-governador Mateus Simões (PSD), Damião não criou laços políticos com o grupo que comanda a administração estadual.

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