Os senadores Cleitinho (Republicanos) e Carlos Viana (Podemos) estão entre os signatários do requerimento de CPI do Banco Master de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE).
Girão compartilhou com O Fator a lista atualizada com um total de 42 assinaturas – bem além do mínimo necessário, de 27.
Segundo o requerimento do Girão, a intenção do governo do Distrito Federal de comprar parte do Master por meio do BRB “reforça a hipótese de que lideranças políticas e executivas estavam dispostas a assumir riscos financeiros muito elevados para sustentar o Master, independentemente das consequências para o erário ou para a governança do banco público”.
O projeto de lei para compra do Master foi enviado em regime de urgência pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e aprovado pelos deputados distritais por 14 votos a 7, em agosto. No mês seguinte, o Banco Central barrou a compra.
Girão também cita no requerimento que “conforme os promotores e os desdobramentos da Operação Carbono Oculto, parte dessa engrenagem teria envolvido o Clube Atlético-MG, utilizado como vetor de lavagem por meio de acordos incompatíveis com a realidade econômica e transações que mascaravam a origem ilícita dos valores. A triangulação entre Banco Master, intermediários ligados à Faria Lima e operadores do PCC demonstraria um mecanismo sofisticado de ocultação patrimonial destinado a dar legitimidade ao dinheiro do crime organizado”.
Cleitinho e Carlos Viana também assinaram o pedido de CPI mista (envolvendo deputados e senadores) de autoria de Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição e da Minoria.
Procurado por O Fator para responder por que não assinou os requerimentos, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) não foi encontrado.
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