A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) avançou na estratégia de concentrar operações que antes dividia com outros grupos ao exercer o direito de preferência para adquirir os 51% restantes da Hidrelétrica Pipoca S.A. pertencentes à Serena Energia, em uma operação avaliada em R$ 36,33 milhões. Com a transação, a estatal passa a deter 100% do controle do ativo, localizado em Ipanema, no leste de Minas Gerais.
A decisão foi comunicada ao mercado na noite desta terça-feira (21).
Atualmente, a Cemig Geração e Transmissão S.A. (Cemig GT), subsidiária integral da Cemig, possui 49% da usina. A Hidrelétrica Pipoca (PCH Pipoca) tem 20 megawatts de potência instalada e 11,9 megawatts médios de garantia física.
O valor da operação será corrigido por 100% do CDI entre 15 de maio de 2025 e a data do leilão da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) da Serena Energia. Na prática, isso significa que o montante final a ser pago poderá variar conforme o tempo necessário para a conclusão do negócio.
A finalização da compra, aliás, depende do cumprimento de condições usuais em operações desse tipo, como as autorizações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ainda estão em análise.
Movimento de concentração
O movimento faz parte de uma diretriz mais ampla adotada pela Cemig nos últimos meses, voltada à concentração integral de ativos estratégicos.
Em dezembro, a Cemig Soluções Inteligentes em Energia (Cemig Sim), subsidiária do grupo, concluiu a reorganização do portfólio conjunto mantido com a Comerc Energia, encerrando o modelo de copropriedade em 11 usinas fotovoltaicas. A Cemig Sim ficou com seis ativos e a Comerc, cinco.
Pouco depois, a empresa também adquiriu participações remanescentes em três usinas de geração distribuída, em uma operação de R$ 52,8 milhões, passando a deter, sozinha, 100% desses empreendimentos.