Embora afirme que a prioridade do PSB está na montagem de chapas de candidatos a deputado federal e estadual, o presidente nacional do partido, João Campos, diz que há “campo aberto” na disputa pelo governo de Minas Gerais. Prova disso é que o dirigente aproveitou passagem por Belo Horizonte nesta terça-feira (3) para deixar as portas da legenda abertas para o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, do MDB.
O encontro, segundo Campos, serviu mais para debates a respeito da conjuntura política em Minas e no Brasil do que para reforçar o convite de filiação feito a Tadeuzinho no ano passado. Apesar disso, o presidente do PSB garantiu que o chefe do Legislativo é bem-vindo ao partido.
Em que pese os sinais emitidos pelo PSB, Tadeuzinho não deve mudar de partido. O Fator apurou que o parlamentar pretende permanecer no MDB. Uma candidatura ao governo, por ora, também não está no radar.
“O ambiente foi muito mais de aproximação do que de construção efetiva. Ele sabe que, de nossa parte, há uma admiração muito grande pelo trabalho dele. Claro que se ele puder, no futuro, ter uma filiação a nosso partido, a gente estará muito feliz com isso”, afirmou Campos, em entrevista coletiva, ao comentar o teor do bate-papo com o emedebista.
Como a reportagem já havia mostrado, o PSB também acenou ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, atualmente no PSD. Os socialistas entendem que Silveira, tido como um dos palacianos mais próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem espaço para representá-los na corrida ao Senado Federal ou mesmo na disputa pelo governo.
Cobrança por ‘organização’
Ao citar nomes que podem concorrer ao governo por uma frente de partidos do centro e da centro-esquerda, João Campos mencionou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT). Segundo ele, independentemente do escolhido, é preciso que o campo de aliados de Lula se organize.
“A eleição de Minas talvez seja a mais aberta de todas. Você tem um cenário completamente indefinido, mas, ao mesmo tempo, tem bons nomes que podem ser trabalhados. Mais no centro político, principalmente, que nas pontas extremas”, analisou.
