O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, se reuniu por quase duas horas com integrantes da cúpula do PL mineiro nessa segunda-feira (2). O encontro teve como pauta principal a filiação do empresário à legenda, mas terminou sem martelo batido.
Pelo que O Fator apurou, os dirigentes partidários veem com bons olhos a filiação do empresário, mas consideraram que ainda não é o momento de acertar uma candidatura.
Participaram da reunião, realizada na sede do PL em Belo Horizonte, os deputados federais Zé Vitor e Domingos Sávio, presidente estadual do partido, o presidente de honra da sigla, José Santana, além de um interlocutor de Nikolas Ferreira.
Segundo Domingos Sávio, a conversa confirmou a afinidade de valores entre o PL e o empresário. Ele descreveu Roscoe como um “democrata liberal, com gestão competente e resultados sólidos à frente da Fiemg”.
Palanque para Bolsonaro
A prioridade da legenda, segundo Sávio, é garantir que o palanque mineiro esteja em harmonia com as definições do PL para a corrida à Presidência da República, evitando o que ele considera “erros estratégicos” cometidos em eleições passadas.
Em 2022, o governador Romeu Zema (Novo) apoiou Jair Bolsonaro apenas no segundo turno. O ex-presidente perdeu para Luíz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas por uma margem pequena. O placar fechou em 50,2% a 40,8% no estado, contra 50,1% a 40,9% no cenário nacional.
Condições e prazos
Apesar da proximidade ideológica, a oficialização de uma eventual candidatura de Flávio Roscoe depende de ritos legais e políticos. Oficialmente, ele fica à frente da Fiemg até dezembro, mas pode sair antes, em abril.
Além disso, o partido mantém conversas abertas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ainda não decidiu se concorrerá à sucessão de Zema, e com o vice-governador Mateus Simões (PSD), que será o candidato situacionista ao Palácio Tiradentes.
O movimento em torno de Roscoe, aliás, surge em um momento de pressão sobre Romeu Zema.
Interlocutores do PL defendem que Zema abra mão da corrida presidencial para apoiar Flávio Bolsonaro, podendo ocupar a vaga de vice na chapa nacional. Caso esse cenário se confirme, a dobradinha entre PL e Simões seria oficializada.