O início das articulações para a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) provocou um clima de tensão entre deputados estaduais na Assembleia Legislativa (ALMG). Desde que o presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), abriu, nessa quarta-feira (4), o prazo de 10 dias para inscrições, multiplicaram-se as movimentações de parlamentares em busca de apoio para formalizar candidaturas.
Cada deputado pode apoiar, por meio de assinatura, no máximo dois concorrentes – regra que, na prática, tem criado desconfortos e recusas difíceis de administrar. Ao menos sete parlamentares já circulam pelos gabinetes para colher assinaturas, necessárias à oficialização das candidaturas. As abordagens têm gerado constrangimento, com deputados evitando se comprometer com os colegas.
A situação gera, ainda, certo incômodo a Tadeuzinho, que mantém relação pessoal com a grande maioria dos postulantes ao cargo no TCE.
Há, ainda, certo estresse no ar entre os próprios postulantes à indicação ao Tribunal de Contas: por causa do número alto de candidatos, existe o receio de embates mais acirrados, o que ninguém deseja enfrentar em um ano eleitoral.
Pelo que O Fator apurou, já sinalizaram interesse ou começaram a colher assinaturas para registrar a candidatura os deputados Thiago Cota (PDT), Ulysses Gomes (PT), Tito Torres (PSD), Ione Pinheiro (União Brasil), Arnaldo Silva (União Brasil), Sargento Rodrigues (PL) e Dr. Wilson Batista (PSD).
Se houver mais de uma candidatura confirmada, a escolha será feita em votação no plenário, por maioria simples. O indicado ainda passará por sabatina em comissão especial a ser criada pela Mesa Diretora.
Além do crivo dos deputados, o indicado também passará por sabatina em comissão especial, a ser constituída pela Mesa Diretora da Casa.