A despeito das articulações que levar o comando do União Brasil em Minas Gerais ao deputado federal Rodrigo de Castro, aliado de primeira hora do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o vice-governador Mateus Simões (PSD) acredita que a federação formada por União e PP seguirá apoiando sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes.
A O Fator, Simões disse se amparar em um acordo feito ainda em 2025 com as direções nacionais das legendas.
“Estou muito seguro quanto à posição da federação União/PP. Tive o compromisso pessoal dos presidentes (Antônio) Rueda (do União) e Ciro Nogueira (do PP). Não vejo porque desconfiar do compromisso deles, até porque o pedido foi a posição de candidato ao Senado do secretário (de Governo) Marcelo Aro (PP), que está garantida a eles”, afirmou, nesta quinta-feira (5).
Atualmente, o diretório mineiro do União Brasil é controlado pelo também deputado federal Delegado Marcelo Freitas. A substituição dele por Castro compõe uma estratégia de aliados de Pacheco para tentar retirar o apoio da federação à pré-candidatura de Simões.
O movimento, por ora, não envolve a participação de Pacheco na eleição estadual. Tal decisão, que pode levar o senador ao palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas, só será tomada mais à frente.
Pacheco não deve seguir sozinho para o União Brasil. Parte da base política do ex-presidente do Congresso Nacional, hoje distribuída entre diversas siglas, mas concentrada no PSD, tende a segui-lo. Assim, o partido pode vivenciar uma disputa interna entre um grupo favorável ao apoio a Simões e uma ala pró-Pacheco.
Garantia a Marcelo Aro
A federação obriga os partidos que se juntam a caminhar juntos na eleição. Portanto, uma eventual guinada no União a partir da chegada de Pacheco deve arrastar o PP de Marcelo Aro.
Como O Fator já mostrou, União e PP planejam manter a pré-candidatura de Aro ao Senado Federal mesmo em caso de desembarque da coalizão de Simões. Assim, caberia ao secretário de Governo definir se segue na legenda ou se muda de agremiação para preservar a aliança com o vice-governador.
A presença da dobradinha União-PP em sua chapa por meio da vaga de Aro é parte importante da equação montada por Simões para encaixar outros partidos na chapa do PSD.
Desde o ano passado, o vice de Zema tem dito que, por causa do acordo com o secretário, apenas dois outros espaços estão vagos: o posto de candidato a vice e a segunda candidatura a senador. O Novo, antigo partido de Simões, entende ter a prerrogativa para indicar o companheiro de chapa dele.
