Operação da PF em Betim mira suplente de vereador por suspeita de esquema de compra de votos

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 5º Juízo das Garantias de Betim
As investigações seguem sob sigilo. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a Operação Saque Retido, em Betim, para apurar suspeitas de corrupção eleitoral nas eleições municipais de 2024. O principal alvo foi o suplente de vereador Carlos Roberto Pinheiro da Silva, conhecido como Carlin do Niterói, que se candidatou pelo Avante.

A investigação começou durante a campanha de 2024, quando a PF prendeu uma mulher com R$ 61 mil em espécie. Segundo os investigadores, o dinheiro seria usado para compra de votos e boca de urna. A polícia suspeita que ela atuava a mando de Carlin do Niterói para abastecer, de forma ilegal, a campanha dele e de aliados.

Nesta fase, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo 5º Juízo das Garantias de Betim. A operação busca esclarecer indícios de financiamento irregular de campanha e de esquema de corrupção eleitoral no município. Os investigados podem responder por falsidade ideológica eleitoral, corrupção eleitoral e associação criminosa.

A propósito, depois da operação, o presidente da Câmara de Betim, Léo Contador (Cidadania), reuniu os vereadores. Na reunião, foi dito que cinco parlamentares da Casa são investigados no mesmo inquérito, embora não tenham sido alvos da operação de hoje.

As investigações seguem sob sigilo.

Leia também:

Operação da PF em Betim mira suplente de vereador por suspeita de esquema de compra de votos

STJ nega recurso de presidente de Câmara de cidade mineira em processo sobre acusação de homicídio

STJ manda TJMG analisar novamente ação contra ex-prefeito mineiro que fez convênios com associação ligada a ele

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse