Ainda sem bater o martelo, Tadeuzinho colhe assinaturas para possível candidatura ao TCE

Deputados defendem indicação do presidente do Legislativo à Corte de Contas como forma de evitar desgaste com disputa em plenário
Deputado conversa com Tadeuzinho
Tadeu Leite avalia candidatura ao TCE. Foto: Alexandre Netto/ALMG

Embora ainda não tenha batido o martelo sobre a possibilidade de concorrer ao assento vago no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), o presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Tadeu Leite (MDB), começou a colher assinaturas dos colegas para o requerimento que terá de apresentar caso decida oficializar a candidatura. A informação foi confirmada a O Fator por interlocutores de diferentes alas da Casa.

Os pedidos de candidatura precisam ser entregues à Mesa Diretora da Assembleia com pelo menos 16 subscrições. Ainda pelo que O Fator apurou, Tadeuzinho conseguiu um número de assinaturas considerado bastante superior ao mínimo exigido.

Se o presidente do Legislativo oficializar a candidatura ao TCE-MG, não haverá bate-chapa em plenário. A entrada do emedebista na corrida por uma vaga na Corte de Contas é respaldada, inclusive, por deputados que haviam começado a angariar assinaturas antes dele

O entendimento é de que seria uma solução consensual e capaz de evitar fissuras na relação entre os deputados.

Prazo no fim

A disputa pela vaga no TCE-MG foi inaugurada em 4 de fevereiro. Os parlamentares, então, passaram a ter 10 dias úteis para conseguir ao menos 16 assinaturas em seus requerimentos de candidatura. Cada deputado só pode endossar no máximo dois ofícios, o que acabou gerando desconfortos e recusas difíceis de administrar.

Antes do início das conversas a respeito de uma candidatura de consenso de Tadeuzinho, haviam se apresentado para a disputa nomes como Thiago Cota (PDT), Ione Pinheiro (União Brasil), Tito Torres (PSD), Ulysses Gomes (PT), Sargento Rodrigues (PL), Doutor Wilson Batista (PSD) e Arnaldo Silva (PDT).

O Tribunal de Contas de Minas possui sete assentos, sendo quatro indicados pela Assembleia Legislativa. Dois deles, contudo, têm sido ocupados por conselheiros interinos por causa das aposentadorias de Wanderley Ávila e Mauri Torres. Assim, a expectativa é que uma segunda disputa aconteça no segundo semestre deste ano.

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