O grupo de 10 pré-candidatos a deputado federal liderado pelo ex-prefeito de Moema e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda (sem partido), pode não ingressar em um único partido para disputar as eleições deste ano. Segundo apurou O Fator, questões ligadas ao financiamento eleitoral e à corrida pelo governo estadual vêm se tornando um empecilho político para a filiação coletiva.
A avaliação de dirigentes partidários ouvidos pela reportagem é de que a entrada dos integrantes demandaria um alto investimento de recursos do fundo eleitoral por parte da sigla escolhida. O grupo, que ganhou o apelido de “chapa municipalista”, é composto por figurinhas conhecidas da política mineira. Os ex-prefeitos e ex-deputados, em paralelo à articulação coletiva, vêm recebendo convites individuais para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Ao mesmo tempo, uma eventual oficialização da pré-candidatura do senador Rodrigo Pacheco — atualmente no PSD — ao governo de Minas pelo União Brasil teria interferência direta no projeto do grupo.
Com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com espaço político para construir um palanque no estado, Pacheco teria força suficiente para atrair para seu campo integrantes do coletivo liderado pelo ex-presidente da AMM.
Assim como Lacerda, fazem parte do grupo os ex-prefeitos Duarte Júnior (Mariana), Luiz Fernando Alves (Itamarandiba), Beto Guimarães (Goiabal) e Laércio Cintra (Guaranésia), além dos ex-deputados Duílio de Castro (Sete Lagoas), Renato Andrade (Passos), Neider Moreira (Itaúna) e Katia Dias (Juiz de Fora), irmã do deputado estadual Noraldino Júnior (PSB).
O advogado João Rafael Soares, filho do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, também integra a “chapa municipalista”. Na última semana, Jarbas recebeu convite oficial para disputar o governo do estado pelo Cidadania.
O prazo para que pré-candidatos definam as legendas pelas quais disputarão as eleições de 2026 termina na primeira semana de abril.