O município de Minas que respondeu por 75% da oferta de energia nova no Brasil em janeiro

Dos 543 MW que iniciaram operação comercial no país no primeiro mês do ano, 409 MW estão instalados em cidade mineira
Placas de energia solar
A Atlas Renewable Energy tem investido alto em Minas, com recursos do BNDES. Foto: Atlas Renewable Energy

O início da operação comercial de nove usinas do Complexo Draco Solar, em Arinos, no Noroeste de Minas Gerais, respondeu por 75% da expansão da oferta de energia elétrica no Brasil em janeiro. Os empreendimentos, operados pela Atlas Renewable Energy, somaram 409 megawatts (MW) de potência instalada de um total de 543 MW incorporados ao sistema no país no mês passado.

O complexo recebeu investimento de R$ 1 bilhão, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os dados constam no painel de Acompanhamento da Expansão da Oferta de Geração de Energia Elétrica (Ralie) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Além das nove usinas que começaram a operar em janeiro, o complexo Draco Solar tem mais duas unidades em Arinos. Estima-se que os empreendimentos gerem 2,1 mil empregos na região. A cidade possui cerca de 17,2 mil habitantes.

Mercado Livre de Energia

Voltado a consumidores de maior porte, como indústrias, a energia será destinada ao Ambiente de Contratação Livre (ACL). Segundo a empresa, a produção estimada é suficiente para suprir consumo equivalente ao de cerca de 569 mil residências.

O projeto inclui a implantação de infraestrutura de transmissão associada, com uma subestação de 500 kV e uma linha de transmissão de aproximadamente 15 quilômetros, em circuito simples, conectando o empreendimento ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Além do complexo de Arinos, a Atlas Renewable Energy investiu R$ 1,1 bilhão em empreendimentos em Paracatu, também no Noroeste do estado.

Novos empreendimentos no país

Em janeiro, entraram em operação comercial 13 usinas no Brasil, sendo 11 solares fotovoltaicas, responsáveis por 509 MW. Além de Minas Gerais, outros três estados registraram a entrada de novas usinas.

A Bahia adicionou 100 MW com duas centrais solares. O Pará teve 20 MW com uma usina termelétrica. O Paraná incorporou 14 MW a partir de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH).

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