Por que o PSD mineiro decidiu não vetar a filiação de deputados estaduais com mandato

Partido do vice-governador Mateus Simões ocupa 11 cadeiras na ALMG. Meta é ampliar representação
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Cássio Soares conversa com os correligionários Duarte Bechir e Gil Pereira. Foto: ALMG

Ao contrário dos partidos que escolheram limitar o número de deputados com mandato em suas chapas proporcionais, o PSD quer usar a candidatura de Mateus Simões ao governo de Minas Gerais para se manter como dono da maior bancada da Assembleia Legislativa (ALMG).

A O Fator, o deputado estadual Cássio Soares, que preside o diretório do PSD mineiro, explicou que legendas com veto à filiação de parlamentares no exercício dos mandatos podem sofrer prejuízos nas urnas. Por isso, não há impedimento para a filiação de deputados estaduais que tentarão a reeleição.

Neste momento, o PSD tem como meta a eleição de 15 candidatos ao Legislativo estadual. Atualmente, a sigla conta com 11 representantes no Parlamento.

Há conversas com nomes como Doorgal Andrada (PRD), Bosco (Cidadania) e Grego da Fundação, de saída do PMN. A eventual chegada de mais parlamentares com mandato, diz o dirigente, pode fazer o partido ultrapassar a meta de eleger 15 representantes.

“Estas eleições ficarão marcadas pela consolidação dos grandes partidos, em detrimento do isolamento eleitoral das siglas de pequeno porte. As legendas que não aceitarem a filiação de políticos com mandato tendem a se enfraquecer”, avalia Cássio Soares..

O presidente estadual do PSD mineiro se prepara para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Adalclever Lopes, também integrante da bancada pessedista na Assembleia, prepara mudança para o PV. Os outros nove representantes da sigla no Legislativo estadual vão permanecer na agremiação e tentarão a reeleição.

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