Quando o governo federal deseja assinar o contrato bilionário de concessão da Rota das Gerais

Três empresas disputam o corredor, que liga o Norte de Minas a Governador Valadares; leilão acontece na terça-feira (31)
Rota das Gerais
Vinte e quatro municípios são cortados em um trecho de 734,9 quilômetros (km). Foto: ANTT/Divulgação

O governo federal pretende assinar até 7 de julho o contrato de concessão da Rota das Gerais. O leilão está marcado para terça-feira (31), na B3, em São Paulo.

A concorrência abre a agenda de 2026 das rodovias federais e concentra peso político e econômico em Minas Gerais. O trecho reúne as BR-116 e BR-251, ligando o Norte do estado a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.

O projeto prevê o aporte de R$ 13,16 bilhões ao longo de 30 anos, entre investimentos em obras e custos operacionais, e é tratado pela União como vitrine da agenda federal de concessões rodoviárias.

O corredor é historicamente marcado por gargalos logísticos, acidentes e longos trechos de pista simples em regiões de circulação de cargas e passageiros em Minas.

O estado, aliás, é o segundo maior colégio eleitoral do país e, hoje, ocupa posição estratégica no tabuleiro de 2026, em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não tem palanque regional definido para a reeleição.

Praças de pedágio

Vinte e quatro municípios são cortados no trecho de 734,9 quilômetros (km). O corredor terá nove praças de pedágio, localizadas em Santa Cruz de Salinas, Salinas, Grão Mogol, Francisco Sá, Itambacuri, Catuji, Itaobim e Medina, além do trecho próximo a Governador Valadares.

As propostas

Três grupos entregaram propostas para disputar a concessão. Participam o fundo de investimento Atlas Rodovias, ligado ao grupo Ivy Capital, a EcoRodovias e o fundo de investimento Rodovias, da Monte Rodovias.

O ganhador será definido pela combinação entre menor tarifa de pedágio e oferta de aporte financeiro. Na prática, vence a proposta que oferecer o menor custo ao usuário sem comprometer a segurança financeira necessária para bancar as obras e a operação da rodovia ao longo do contrato.

Investimentos e intervenções

O valor global da concessão é dividido entre R$ 7,3 bilhões em investimentos (Capex) e R$ 5,8 bilhões em custos operacionais (Opex).

Entre as principais intervenções estão 186,59 km de duplicações, 159,9 km de faixas adicionais e 16,87 km de contornos. O projeto também prevê 21 passarelas, três passagens de fauna e 29 pontos de parada de ônibus.

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