Ex-coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, o coronel Flávio Godinho vai tentar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nas eleições de outubro. Ele deve se filiar ao Agir em solenidade marcada para a tarde desta quarta-feira (1°), na sede da legenda, em Belo Horizonte
Após passar para a reserva da Polícia Militar, no ano passado, Godinho aceitou convite do prefeito de Sabará, Sargento Rodolfo (sem partido), e foi nomeado secretário municipal de Defesa Social.
Ao longo da carreira, Godinho atuou em operações de resposta a grandes emergências no estado, como o rompimento da barragem em Brumadinho (janeiro de 2019), a evacuação preventiva diante do risco de rompimento na mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (maio de 2019), e as chamadas “chuvas milenares” que atingiram Belo Horizonte no início de 2020.
Na Polícia Militar, comandou a 2ª Região de Polícia Militar e o 41º Batalhão, onde coordenou a companhia Tático Móvel. Também foi subcomandante do 5º Batalhão e, posteriormente, comandante do 34º Batalhão.
A chapa
O Agir, anteriormente chamado de Partido Trabalhista Cristão (PTC), não conquista assentos no Legislativo Estadual há alguns ciclos eleitorais. A legenda integra o grupo político do deputado federal Luis Tibé, presidente nacional do Avante.
A montagem da chapa deste ano vem sendo coordenada pelo vereador Zé Carlos, de Contagem. Ele também é pré-candidato a deputado estadual.
Zé Carlos recebeu autonomia para organizar a nominata, tendo, inclusive, barrado a entrada de deputados com mandato. Nos cálculos que circulam entre aliados, o desenho atual da chapa poderia render entre duas e três cadeiras na Assembleia.
Além de Zé Carlos e de Godinho, a nominata também deve incluir o ex-prefeito de Diamantina e de Caeté, respectivamente, Juscelino Brasiliano Roque e Lucas Coelho.
