O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ouviu de um experiente político mineiro do partido que “Minas Gerais possui um tempo diferente da política nacional”. A frase serviu de resposta a um questionamento do cacique sobre qual será o posicionamento da sigla na disputa pelo governo estadual e, consequentemente, sobre a formação do palanque local da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Segundo interlocutores, esse conhecido político mineiro defendeu que o partido respeite o ritmo local antes de definir apoio na eleição majoritária.
“Nós precisamos fazer um palanque sério em Minas para Flávio Bolsonaro, mas isso precisa ser feito com seriedade e dignidade. Não é hora ainda. O tempo da política tem sua própria hora: antes é cedo, depois é tarde”, afirmou.
Por enquanto, o PL mineiro não definiu se apoiará a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), se buscará composição com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ou se lançará candidatura própria. Nesse último cenário, o nome mais citado é o do ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, filiado à legenda e considerado uma alternativa para liderar o palanque bolsonarista no estado.
A propósito, se a decisão sobre a chapa majoritária ainda não foi tomada, o PL já tem uma expectativa sólida: o partido acredita que elegerá entre 18 e 21 deputados federais por Minas. Boa parte do otimismo se dá pelo possível – e provável – desempenho de Nikolas Ferreira nas urnas. A aposta de lideranças é que o parlamentar consiga registrar até 2 milhões de votos nessa eleição.