O núcleo duro do PL se reunirá nesta quinta-feira (7), em Brasília, e pode bater o martelo para definir os rumos do partido nas eleições em Minas Gerais. Diante de um impasse entre apoiar o senador Cleitinho (Republicanos), o governador Mateus Simões (PSD) ou lançar uma candidatura própria, fontes da legenda garantem a O Fator que qualquer decisão vai depender de um diálogo conjunto — que terá como protagonistas Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
As lideranças vão aproveitar a gravação de VTs do partido para rádio e TV para discutir o cenário em Minas Gerais. Ainda não há uma definição tomada, mas interlocutores afirmam que a reunião de quinta pode alinhar, sobretudo, se haverá caminhada ao lado do ex-governador Romeu Zema (Novo) nacionalmente, ou não. Nesse cenário, o ex-chefe do Palácio Tiradentes seria vice de Flávio Bolsonaro.
Essa definição será chave para os rumos em Minas Gerais. Caso Zema caminhe ao lado de Flávio, a tendência é de que o PL feche apoio à campanha de Mateus Simões no estado. Até o momento, é improvável a possibilidade de composição da legenda com o pessedista, caso Zema não esteja na chapa de Flávio.
Uma ala do PL, inclusive, se incomoda com as falas recentes de Zema, que causaram repercussão no país, como a que ele defende diminuir restrições para o trabalho infantil. O núcleo mais próximo ao comando da legenda, no entanto, descarta qualquer influência desses posicionamentos na decisão a ser alinhada nesta quinta.
Força de Nikolas
Deputado mais votado do Brasil em 2022, Nikolas Ferreira terá voz decisória nos rumos da legenda em Minas. Tanto que a reunião citada só acontecerá nesta quinta porque o parlamentar já estará no Brasil, após uma viagem internacional.
Nos últimos meses, Nikolas se aproximou do atual governador Mateus Simões. O alinhamento mais recente entre os dois aconteceu a partir de uma reunião intermediada pelo deputado entre lideranças sindicais da segurança pública e a interlocutores do Palácio Tiradentes, no âmbito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 40/2024.
O texto garante recomposição anual aos servidores da segurança pública, independentemente de negociação com o governo.
