Governo de MG quer criar fundo de apoio a municípios mineradores e abre espaço a doações estrangeiras

Ideia é apoiar cidades na diversificação econômica e garantir ajuda em caso de flutuação no preço das mercadorias
Ferrovia da Vale
Ferrovia da Vale. Foto: Vale/Arquivo

O governo de Minas Gerais quer criar uma poupança de auxílio financeiro a municípios mineradores. A ideia é que a reserva, batizada de Fundo de Exaustão e Assistência aos Municípios Mineradores (Feamm), receba recursos de diversas fontes — entre elas, doações nacionais e internacionais de pessoas físicas e empresas.

O projeto de lei sobre o Feamm foi encaminhado pelo ex-governador Romeu Zema (Novo) à Assembleia Legislativa (ALMG) em fevereiro, mas só teve autorização para começar a tramitar nesta terça-feira (7). Segundo a íntegra da proposta, obtida por O Fator, empréstimos também poderão ajudar a custear a poupança.

Ao tratar dos aportes externos, o texto fala em “doações, auxílios, legados e contribuições de pessoas naturais ou jurídicas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras”.

Também são citadas como possíveis fontes de verba:

  • Recursos oriundos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e de eventuais créditos adicionais;
  • Recursos aportados pelos municípios mineradores;
  • Acordos, convênios, contratos e termos de cooperação firmados com entes públicos e privados;
  • Rendimentos de aplicações dos recursos do Feamm.

Além das prefeituras de cidades com vocação minerária, a proposta diz que poderão solicitar acesso às cifras empresas e microempreendedores, instituições públicas e privadas e entidades da administração pública estadual.

De acordo com a documentação, um dos objetivos é “proteger os municípios mineradores frente a variações e flutuações nos preços das commodities, garantindo maior estabilidade econômica e segurança para o desenvolvimento local”.

A justificativa de Zema

Em mensagem encaminhada aos deputados estaduais, Zema afirmou que o fundo de apoio às cidades mineradoras atende a uma recomendação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Segundo o ex-governador, a Corte cobrou, em um de seus relatórios temáticos, a efetivação da poupança a fim de apoiar a diversificação econômica.

“Além de promover a sustentabilidade econômica, a diversificação impulsionada por um fundo estadual pode melhorar a qualidade de vida dos moradores, ao promover a criação de empregos em setores variados, ajudando a diminuir a desigualdade social e proporcionando um desenvolvimento econômico mais equilibrado. Também contribui para a redução dos impactos ambientais da mineração, incentivando práticas mais sustentáveis e financiando projetos de recuperação ambiental”, lê-se em trecho do texto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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