A Eneva, empresa de energia que tem o BTG Pactual como principal acionista, formalizou nesta semana sua entrada nas negociações do setor petrolífero da Venezuela. A companhia brasileira e a norte-americana Halliburton decidiram identificar áreas com potencial para projetos de exploração. O memorando não prevê, por enquanto, a compra de campos nem o início da produção.
A participação do BTG dá ao banco um papel central nessa movimentação. O grupo detém, diretamente e por meio de veículos de investimento, cerca 49% do capital da Eneva. A companhia, que atua na produção de gás natural e na geração de energia no Brasil, passa agora a avaliar oportunidades no mercado venezuelano de petróleo.
As empresas não informaram quais áreas serão analisadas, quanto pretendem investir ou quando poderão decidir pela execução de algum projeto.
A movimentação ocorre enquanto outras empresas com capital brasileiro procuram negócios na Venezuela. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a Fluxus Oil, Gas & Energy, controlada pela J&F, adquiriu uma participação de quase 50% na Petrororaima, que atua na região do Orinoco. A Alvorada Heavy Industries, apoiada pela Galapagos Capital, também ampliou sua produção em blocos na mesma região.
Em março, o governo americano prendeu o ex-presidente Nicolas Maduro em uma operação militar.
Os EUA apoiam formalmente a administração da presidente interina Delcy Rodrigues, aliada de Donald Trump, contrariando o Conselho de Segurança da ONU e países como China, Rússia e Colômbia.
Trump tem imposto à Venezuela condições favoráveis a empresas de aliados nos Estados Unidos para a exploração e comercialização de petróleo.