Jorge Berg

Cinzas da ausência – quando a saudade aprende a rezar

Na primeira sexta feira da Quaresma, eu sempre desconfio do calendário. Ele diz que começou. Mas há partes de mim que ainda estão na véspera,

A cor da coragem: quando o desejo se veste de vermelho

Não é apenas um tecido vermelho atravessando o salão – é uma ideia antiga, um desejo que desafia o tempo, que escolheu um corpo para

Persistir é desobedecer: um manifesto contra a anestesia cotidiana

Esqueça, por um minuto, a delicadeza com que lhe venderam a passagem do tempo. Aquela idéia do calendário que “flui” é açúcar no remédio da

O rei teme o riso: a audácia do bobo e a fragilidade do poder

Esta reflexão surgiu quando recebi um conto sobre Triboulet, o lendário bobo da corte francês, gentilmente enviado pelo meu amigo Vasco. À primeira vista, parecia

O Coro do levantar: uma pequena fuga que devolve o fôlego

Você já reparou como, às vezes, a vontade não é vencer, nem brilhar, nem provar nada a ninguém? É só de poder respirar, e se

A voz que me nomeia

Ele atravessava a ponte como quem não tem pressa de chegar. Passos calmos, corpo inteiro dentro do instante. De manhã, o rio vinha vestido de

Entre a tela e o abraço: a profecia de um pai e a coragem de estar presente na era das telas

Juiz de Fora, 20 de setembro de 1971. O papel pardo sobre a mesa guarda mais do que a caligrafia firme do meu pai, Nery

Natal em fogo baixo: o amor apura quando ninguém aplaude

É 2025 lá fora, mas a noite ainda tem o mesmo frio antigo que nos visita todo dezembro: um vento que testa dobradiças e convicções.

O Universo 25 e a montanha

Houve um tempo em que a ciência, embriagada de certeza e de jalecos impecáveis, decidiu montar um paraíso. Um Éden pequeno, controlado, sem espinhos. Chamaram

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