A aposta do governo Zema para fazer escolas cívico-militares ganharem tração

Executivo estadual busca ampliar número de unidades participantes do sistema, interrompido no âmbito federal, mas mantido em Minas
Escola cívico-militar em Minas
Escolas cívico-militares serão tema de audiência pública nesta semana. Foto: CBMMG/Divulgação

O governo de Romeu Zema (Novo) aposta em uma audiência pública marcada para esta semana para ampliar a tração do modelo de escolas cívico-militares em Minas Gerais. O encontro, pedido por deputados estaduais e agendado para a quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa, deve contar com a participação do secretário de Estado de Educação, Igor Alvarenga.

Segundo O Fator apurou, a ideia é que Igor, com o auxílio de parlamentares de partidos favoráveis ao modelo cívico-militar, como o PL, aproveite a audiência para defender a implantação da sistemática em instituições estaduais de ensino.

Na lista de parlamentares responsáveis por pedir o debate de quinta-feira, estão nomes como Beatriz Cerqueira (PT), Lohanna França (PV), Luizinho (PT) e Professor Cleiton (PV), todos contrários à implantação do modelo cívico-militar.

Algumas escolas estaduais já receberam, do governo estadual, um pedido para se manifestar quanto ao interesse de implementação do sistema cívico-militar. A consulta, que ficará aberta até o próximo dia 18, foi enviada a cerca de 700 unidades da rede pública.

No ano passado, a administração estadual chegou a anunciar a continuidade da implantação do modelo cívico-militar por meio de uma parceria com o Corpo de Bombeiros. À ocasião, nove escolas, que integravam o extinto Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), descontinuado pelo governo Lula, passaram a ter projetos político-pedagógicos e regimentos internos elaborados com a participação da corporação.

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