A data da assembleia que vai analisar a proposta de privatização da Copasa

Após aval do Conselho de Administração, desenho baseado na apresentação de uma oferta secundária será levado a acionistas
Homem acompanha painel com dados de ações
Acionistas da Copasa vão deliberar no mês que vem sobre a privatização. Foto: B3/Divulgação

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) marcou, para 23 de fevereiro, a assembleia geral de acionistas que vai deliberar sobre o modelo de privatização da empresa proposto pelo governador Romeu Zema (Novo). 

A sessão ocorrerá de modo parcialmente presencial. Assim, acionistas poderão participar indo até a sede da Copasa, no Santo Antônio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, ou por videoconferência. A reunião deve começar às 10h.

Se a proposta de Zema for aprovada, a estatal terá de modificar o estatuto social. O chefe do Executivo deseja a venda de ações do estado na empresa por meio da chamada oferta secundária, em que não há a emissão de novos títulos. O modelo também permite que a verba arrecadada siga diretamente para os cofres públicos do acionista vendedor — no caso, o governo mineiro. 

Atualmente, Minas possui 50,03% das ações da Copasa. Um dos cenários projetados por Zema prevê a manutenção de 5% do capital societário nas mãos do estado. Para isso ocorrer, contudo, será preciso fechar acordo com um parceiro de referência.

Por outro lado, a proposta contempla a possibilidade de venda total das ações do governo caso não haja um investidor de referência.

Aval do Conselho

O desenho de Zema para a privatização da Copasa chegou às mãos dos integrantes da cúpula da empresa na quarta-feira (28). Nessa quinta-feira (29), o Conselho de Administração aprovou os termos. A assembleia de acionistas é a etapa seguinte.

Os participantes da sessão também vão debater a possibilidade de criação, para o governo mineiro, de uma ação preferencial, a chamada golden share. O mecanismo é essencial para Minas conservar o direito de veto em decisões estratégicas da companhia. 

Ainda conforme a proposta de Zema, se a entrada de um parceiro de referência for concretizada, o percentual da empresa repassado será de 30%. Posteriormente, esse investidor será autorizado a comprar novos títulos.

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