O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), definiu o formato da reformulação que fará no primeiro escalão do Executivo estadual a partir de abril, quando os secretários de Estado que pretendem disputar as eleições municipais precisarão se desincompatibilizar. A orientação, a princípio, é que os secretários adjuntos assumam as respectivas pastas. Simões assumirá o comando do Palácio Tiradentes no fim de março, quando Romeu Zema (Novo) deixará o cargo para cuidar da pré-campanha à Presidência da República.
Cinco mudanças já estão praticamente definidas. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), Alê Portela será substituída pelo adjunto Ricardo Assis Alves Dutra. Filiada ao PL, Alê voltará a exercer o mandato de deputada estadual.
Na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o cargo de Thales Fernandes será ocupado por João Ricardo Albanez. Enquanto isso, na pasta de Governo, o substituto de Marcelo Aro (PP), pré-candidato ao Senado Federal, será Castellar Neto, hoje agente colaborador do setor.
Na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o coronel Edgard Estevo ficará no lugar de Rogério Greco. Já na Cultura (Secult), a adjunta Josiane Miriam de Souza assumirá a vaga de Bárbara Botega.
Outra mudança ocorrerá na Secretaria de Comunicação Social. Embora não vá se candidatar, o chefe da pasta, Bernardo Santos, deixará a função para integrar a coordenação da campanha de Romeu Zema (Novo) a presidente – ou, quem sabe, a vice-presidente. A atual adjunta, Cássia Ximenes, deve assumir o comando.
Ventilado há anos como possível candidato, o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, optou por permanecer no cargo até o fim de 2026. Apesar de ter recebido convites partidários e pedidos de setores do próprio governo, ele decidiu não se candidatar.
As alterações devem ser oficializadas até o final de março, prazo final para que ocupantes de cargos públicos se afastem das funções no Executivo estadual caso desejem concorrer nas eleições.