A passagem do presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB) por Minas Gerais nessa quarta-feira (4), para a inauguração de um parque solar em Arinos, no Noroeste do estado, contou com a presença de deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores da região, mas nenhum integrante do primeiro escalão do governo Romeu Zema (Novo) bateu ponto na solenidade.
A gestão estadual foi representada no evento pelo chefe da Unidade Regional de Regularização Ambiental Noroeste de Minas, Ricardo Barreto Silva. A Invest Minas, agência ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, também enviou um representante: o analista Gustavo Pontello.
Em seu discurso, Alckmin citou as autoridades presentes – sem registros aos nomes do governo estadual. Ele assumiu a presidência da República interinamente por conta de uma viagem internacional de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O empreendimento é da Newave Energia, empresa nascida de uma sociedade entre a Gerdau e a Newave Capital, companhia focada em investimentos nos setores de infraestrutura e energia.
Segundo o governo federal, o investimento total no Parque Solar de Arinos é de R$ 1,5 bilhão, e o empreendimento “irá gerar aproximadamente 4 mil empregos diretos e indiretos”.
Troca de farpas
O “vazio” de autoridades do primeiro escalão mineiro na passagem de Alckmin por Arinos contrasta com o que foi visto em março, durante visitas de Lula a Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte) e Ouro Branco (Região Central).
Na ocasião, o presidente da República e o governador voltaram a trocar farpas sobre temas como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos e o número de ministérios do governo Lula e de secretarias do Executivo estadual.
Já na agenda mais recente do presidente da República no estado, em visita a Montes Claros (Norte), no dia 7 de abril, revezaram-se no microfone, além de Lula e Alckmin, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e os ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Alexandre Padilha, da Saúde, ambos do PT. Não houve pronunciamento oficial de representantes do governo estadual.
O distanciamento político entre os governos Lula e Zema se torna mais evidente ao mesmo tempo em que se aproximam as eleições de 2026. O governador de Minas trabalha para ganhar viabilidade eleitoral em uma eventual disputa pela presidência da República.