A estratégia do governo de Minas para conter a insatisfação de prefeitos que ameaçam romper convênios

Gestores municipais afirmam, ainda, que podem suspender o pagamento de combustíveis de viaturas, custo que deveria ser do Estado
Prefeitos da Ameg subiram o tom na última reunião da associação, em 26 de junho. Foto: Ameg/Divulgação

Martelo batido: o governo de Minas Gerais confirmou para a próxima quarta-feira (30), às 9h, a reunião entre o diretor-geral do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem (DER-MG), Rodrigo Tavares, e prefeitos do Sudoeste mineiro. O encontro acontece uma semana após a assinatura da ordem de serviço para obras de manutenção e conservação das estradas da região, no valor de R$ 53 milhões.

A reunião servirá para conter os ânimos dos gestores, que ameaçam romper convênios e suspender repasses a estruturas do Estado devido à demora no atendimento a demandas de infraestrutura, conforme revelou O Fator. Ela será realizada na sede da Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Rio Grande (Ameg), em Passos, e foi solicitada pelo presidente da entidade, Marcelo Morais (PSD).

Os gestores alegam que pedidos por melhorias viárias vêm sendo ignorados há anos pela administração de Romeu Zema (Novo). A principal ameaça feita pelos municípios é deixar de arcar com despesas que deveriam ser assumidas pelo Estado, como o fornecimento de combustível para viaturas da Polícia Militar, Bombeiros e Polícia Civil, além do pagamento de salários de servidores cedidos à gestão estadual.

Reclamações antigas

As críticas ao governo de Minas ganharam força na última reunião da Ameg, realizada em 26 de junho. A associação reúne 24 municípios do Sudoeste mineiro. Na ocasião, o presidente da entidade e prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais, expôs os custos enfrentados pelas gestões municipais.

“Só em Paraíso são mais de R$ 300 mil pagos com recursos próprios para cobrir obrigações que, por lei, são do governo estadual. Quando buscamos soluções para problemas simples, esbarramos em uma burocracia excessivamente violenta”, disse o prefeito à época.

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