Sem representante na Câmara dos Deputados desde as eleições de 2018, o PCdoB de Minas Gerais concentra suas forças na pré-candidatura do presidente estadual do partido, Wadson Ribeiro.
A legenda contratou o marqueteiro Cyro Viegas para gerir a comunicação do dirigente, que desde 2023 atua como gerente regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A chefe da pasta é a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.
Também pensando em 2026, o PCdoB escalou dirigentes nacionais para alavancar a campanha de filiação ao partido em Minas. Nesta sexta-feira (27), a deputada federal fluminense Jandira Feghali lança o livro “Cultura é Poder” em Belo Horizonte.
Já em agosto, o professor Elias Jabbour, presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro destinado a contribuir com o planejamento urbano e estratégico, participará de dois eventos do partido no estado.
Jabbour será recebido pela reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), município que é uma das principais bases eleitorais de Wadson Ribeiro. O docente também irá à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em BH, para ministrar uma palestra.
Entre 2023 e 2024, Jabbour trabalhou na Diretoria de Pesquisas do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), em Xangai, na China. Também chamada de “Banco dos Brics”, a instituição é comandada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
A estratégia dos comunistas mineiros para eleger Wadson passa por uma articulação que envolve nomes como os vereadores Edmar Branco, de Belo Horizonte, e Cido Reis, de Juiz de Fora. Os parlamentares são cotados para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, como parte do cálculo eleitoral do PCdoB para potencializar a campanha do presidente estadual da legenda.