A ideia que pode ‘mudar o jogo’ da PEC do fim do referendo para privatizações em MG

Deputados estudam alterações em projeto que retira necessidade de consulta popular para autorizar venda de empresas públicas
Entre os deputados, há consenso de que a Copasa reúne mais condições de ser privatizada do que a Cemig. Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim do referendo popular para privatização de estatais em Minas Gerais pode sofrer alterações no texto original antes de avançar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Interlocutores relataram a O Fator que ganhou tração, nos últimos dias, a possibilidade de um desmembramento da PEC para excluir a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) da lista de empresas atingidas pela medida.

A principal razão por trás dessa movimentação é tornar a proposta mais viável politicamente dentro da Casa. A avaliação de parlamentares é que, ao retirar a Cemig do texto, aumentariam as chances de aprovação da PEC – pavimentando o caminho para a discussão de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

Atualmente, a privatização depende não apenas do aval da Assembleia, mas também da aprovação popular nas urnas – instrumento criado no final da década passada, durante a gestão Itamar Franco.

Entre os deputados, há consenso de que a Copasa reúne mais condições de ser privatizada do que a Cemig, especialmente diante do peso político e social da companhia energética.

Nesta sexta-feira (13), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia começa, em sessão extraordinária, as discussões sobre a PEC.

Apesar das conversas, a proposta de desmembramento ainda é considerada inicial e carece de apoio formal das principais lideranças da Assembleia.

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