O relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata, recebeu, da seccional de Minas Gerais do Ministério do Trabalho, documentos com dados quanto ao combate, no estado, às práticas de exploração laboral. Obokata, inclusive, sinalizou ao superintendente da pasta em Minas, Carlos Calazans, que vai incluir parte das informações no relatório a respeito da postura do poder público brasileiro ante o trabalho análogo à escravidão.
O comissário da ONU cumpre missão no Brasil até a sexta-feira (29). Na compilação de estatísticas entregue pela comitiva de Minas, estão números relacionados às operações de resgate de trabalhadores em situação de escravidão promovidas no ano passado. Nos 12 meses de 2024, 500 pessoas foram retiradas de ambientes profissionais com indícios de exploração.
Apenas em propriedades com lavouras de café, 144 trabalhadores foram resgatados. Nas fazendas de cultivo de cebola, por sua vez, houve o resgate de 73 pessoas.
No encontro com Obokata, Calazans apontou para a precarização das relações trabalhistas no país.
“A luta com a campanha de combate ao trabalho escravo é para tentar com que esses números sejam extintos. A luta não é só da Superintendência do Trabalho. Tem de haver articulação de todos os setores da sociedade”, disse.
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