Integrantes do governo Zema estão mais otimistas do que nunca com a possibilidade de avanço na privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O motivo da nova onda otimista é simples: as visitas, cada vez mais frequentes, de representantes de fundos de investimento e bancos, à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Segundo interlocutores do estado, essas instituições financeiras acompanham a tramitação do projeto de lei que autoriza a privatização da Copasa e têm buscado informações junto a deputados estaduais sobre as chances de venda da estatal mineira.
Em fevereiro, um grupo de investidores americanos chegou a passar pela ALMG também para colher informações sobre a Copasa e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Apesar de ter sido protocolado em novembro do ano passado na Casa, o projeto de privatização da Copasa ainda deve levar algum tempo a andar. Primeiro, os deputados ainda não discutir e votar o que vai ou não entrar no pacote de adesão de Minas ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), aprovado em 1º turno nesta quarta-feira (28).
Já há a indicação de que o governo federal demonstra pouquíssimo interesse em federalizar a Copasa, o que abriria o caminho para a privatização.
O cenário da Cemig
Apesar do otimismo em relação à Copasa, o mesmo não se aplica à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). No caso da estatal de energia, há um consenso de que sua privatização é quase impossível, embora possa ter fatias de sua estrutura envolvidas nas negociações com o governo federal.
Estudos
Em fevereiro, o governo Zema solicitou à Copasa a realização de estudos para subsidiar o processo de privatização. Esses estudos incluem avaliação patrimonial, análise dos riscos e possíveis modelos de desestatização. O objetivo é fornecer elementos técnicos que auxiliem na tomada de decisões e no convencimento dos parlamentares sobre os benefícios da abertura da empresa ao capital privado.