Líder do governador Romeu Zema (Novo) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado João Magalhães, do MDB, defende a estratégia da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) de colocar diversos documentos sobre sigilo de 15 anos. Foram classificados como secretos papéis relacionados, por exemplo, à sociedade com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) na exploração do nióbio de Araxá, no Alto Paranaíba.
Segundo Magalhães, a “exposição de dados sensíveis pode afetar o interesse público”.
“O trabalho de fiscalização e acompanhamento realizado pela ALMG é legítimo e importante para a transparência da gestão pública e para a construção de melhores proposições. Entretanto, o momento exige responsabilidade e cautela por parte dos gestores à frente da estatal, já que o objetivo central é proteger o patrimônio e os interesses do estado de Minas Gerais”, afirmou, a O Fator.
A Codemig também classificou como secreto um documento descrito como “projeções financeiras” da consultoria norte-americana Goldman Sachs sobre a companhia.
Busca por renovação de acordo com CBMM
A parceria entre CBMM e Codemig vence em 2032. As tratativas para a renovação do vínculo já começaram. De acordo com João Magalhães, o governo estadual tem encaminhado informações aos órgãos de controle sobre o tema “à medida que as negociações avançam”.
Oposição tenta acesso
O posicionamento do líder governista veio dias após o deputado oposicionista Professor Cleiton, do PV, solicitar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) acesso aos documentos postos em sigilo.
Conforme Cleiton, a Assembleia precisa ter conhecimento das informações “para tomar as melhores decisões sobre os projetos que norteiam a adesão” ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), que envolve a possibilidade de federalização de Codemig e Codemge a fim de amortizar parte do débito estadual junto à União.
