Presidente nacional interino do Partido dos Trabalhadores (PT), o senador Humberto Costa (PE), determinou que os diretórios estaduais desconsiderem eventuais decisões judiciais sobre as eleições internas do partido, marcadas para o próximo domingo (6). A decisão de Costa tem influência na disputa em Minas Gerais, onde a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin à presidência estadual da sigla foi barrada por causa de uma dívida partidária.
Aliados de Dandara ouvidos por O Fator confidenciaram que monitoram de perto o plantão judiciário e não descartam uma ofensiva de última hora para garantir a presença do nome dela na cédula de votação.
Apesar da ideia cogitada por apoiadores de Dandara, a orientação de Costa é para que o estatuto petista seja seguido à risca por diretórios e Comissões Eleitorais (COEs). A ordem
tem como objetivo blindar o partido de uma possível judicialização da disputa interna em estados onde há conflagração interna.
Enquanto isso, os grupos locais se reorganizam para a reta final. Permanecem no páreo pela presidência do PT mineiro a deputada estadual Leninha, o professor Juanito Vieira e o advogado Esdras Queiroz.
Prêmio de “consolação”
Não tendo mais uma candidata para chamar de sua para o comando estadual do PT, as lideranças e militantes que antes integravam a base de apoio da Dandara não receberam nenhuma diretriz sobre voto em algum dos demais candidatos que disputam a direção do PT-MG.
O grupo ligado ao deputado federal Reginaldo Lopes (PT) mira uma outra “conquista” na eleição interna: indicar o nome que ocupará a Secretaria de Finanças do partido em solo mineiro.
Para conseguir o posto, a ala de Dandara tentará eleger o maior número possível de integrantes do diretório estadual e, assim, conquistar o número de cadeiras necessárias para indicar o próximo tesoureiro da legenda em Minas.
A vitória não seria apenas “moral”, mas também emplacaria um aliado no segundo cargo mais importante do diretório – a posição que possui a “chave dos cofres” do partido. Caberá ao tesoureiro apontar como os recursos dos fundos partidário e eleitoral da legenda serão utilizados pelos próximos quatro anos.
