A nova direção da Frente Mineira de Prefeitos (FMP), empossada na semana passada, tem as finanças como primeiro desafio. A entidade está com o caixa apertado e, segundo Jussara Menicucci (PSD), nova presidente da frente e prefeita de Lavras (Sul), a situação é fruto da não renovação da filiação de prefeituras que, antes, faziam os repasses devidos à instituição
“Parte desses prefeitos não se reelegeu ou não conseguiu fazer sucessores alinhados com a instituição”, disse, nesta segunda-feira (12), a O Fator.
Nascida em 2003, a FMP reúne cidades mineiras com pelo menos 35 mil habitantes. Jussara Menicucci assumiu a presidência da aliança em substituição a Daniel Sucupira (PT), ex-prefeito de Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha.
A reportagem também procurou Sucupira para saber a origem dos problemas financeiros da frente. O petista foi outro a atribuir o cenário à queda no número de filiados.
“É natural, nas transições de governo, alguns prefeitos não contribuírem até conhecerem os convênios e as instituições de representação. Isso pode impactar no fluxo de caixa da instituição”, reiterou.
Embora tenha confirmado as dificuldades fiscais, Jussara Menicucci optou por não revelar os valores envolvidos no problema.
Nova sede
Apesar da questão financeira, a FMP ganhou recentemente uma nova sede, em Belo Horizonte. O espaço fica no icônico Edifício Acaiaca, no centro da capital mineira. Um dos andares do edifício foi cedido à entidade pelo governo federal.
O pavimento entregue à FMP ganhou o nome do ex-prefeito de BH, Fuad Noman (PSD). O espaço é avaliado em em R$ 4,1 milhões.
Apesar de ter sido criada em 2003, a FMP passou alguns anos no ocaso. A reativação aconteceu em 2021, em uma articulação liderada pelo ex-prefeito belo-horizontino Alexandre Kalil. O intuito era firmar Kalil como um líder do municipalismo mineiro a fim de dar musculatura a uma candidatura ao governo do estado.
