A possível mudança no Mineirão que uniu deputados de direita e esquerda

Ideia ganhou corpo nas últimas semanas, mas, para interlocutores, ainda é incógnita
Matheus Pereira, do Cruzeiro
Cruzeiro é o clube que mais manda jogos no Mineirão. Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O debate sobre a possibilidade de o Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, passar a ter um setor sem cadeiras ganhou força nas últimas semanas. O principal flanco de atuação dos defensores da ideia está na Assembleia Legislativa (ALMG), onde um projeto que permite a retirada de assentos de estádios geridos em regime de concessão avançou nesta semana. O texto, de autoria do deputado Bruno Engler (PL), com anexo de Professor Cleiton (PV), recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (19).

O Mineirão é, desde a assinatura de uma parceria público-privada (PPP) celebrada em 2010, administrado pela Minas Arena. Segundo apurou O Fator, a concessionária ainda não tem opinião formada sobre a possibilidade de reformular um setor do estádio por meio da retirada de cadeiras. O plano, neste momento, é entender a proposta dos parlamentares em uma audiência pública marcada para o próximo dia 29.

Uma das necessidades, segundo apurou a reportagem junto a fontes ligadas ao Mineirão, é entender a dinâmica de retirada dos assentos e os custos envolvidos na operação. A avaliação é que ainda não está claro quem seria o responsável por arcar com a remodelação.

Apesar da indefinição, o tema encontra apoio entre torcedores do Cruzeiro, clube que mais joga no Mineirão. Representantes de organizadas do clube chegaram a conversar com Professor Cleiton para mostrar endosso à proposta.

Procurada para comentar oficialmente o assunto, a Minas Arena optou por não se pronunciar neste momento.

Sob medida

O projeto de Bruno Engler, na prática, altera uma lei de 2021 que permite que estádios privados tenham setor sem cadeiras. O movimento viabilizou, por exemplo, a implantação de uma área do tipo na Arena MRV, estádio do Atlético, em Belo Horizonte.

O América, que administra o Independência desde a saída da concessionária BWA, em 2022, também conta com um setor sem cadeiras. No Horto, a área fica atrás de um dos gols, no piso inferior.

No campo do Galo, por sua vez, a área sem cadeiras também está atrás de uma das metas, mas no piso superior. Por lá, costumam ficar organizadas do clube, como a Galoucura.

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