A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) marcou, para a próxima segunda-feira (23), em Brasília (DF), a reunião que deve colocar fim à novela envolvendo a candidatura da deputada federal Dandara Tonantzin à presidência do partido em Minas Gerais.
Apesar de seguir em campanha e articulando apoios nos bastidores, Dandara ainda depende de um parecer da Executiva Nacional sobre a validade de sua inscrição — retirada provisoriamente pela Comissão de Organização Eleitoral (COE) com base em uma suposta inadimplência junto ao partido.
A parlamentar, no entanto, sustenta que quitou o débito, de cerca de R$ 132 mil, dentro do prazo dado pela legenda. Um vídeo que circula em grupos da militância mostra Dandara alegando que o pagamento inicial foi estornado pelo banco e que um novo pagamento foi feito, com documentos entregues à comissão eleitoral.
Nos bastidores, aliados da deputada reclamam que a morosidade da direção nacional alimenta um clima de insegurança que pode minar a candidatura parlamentar.
Na última sexta-feira (18), a Executiva se reuniu para deliberar sobre diversos recursos eleitorais — entre eles o de Dandara. Após horas de discussão, optou-se por manter o regulamento atual do processo, o que empurrou a decisão para outra instância: a chamada Câmara de Recursos.
O problema é que, logo após a manutenção do regulamento do processo, abriu-se uma nova frente de debates — desta vez sobre a legitimidade da Câmara. Houve dúvidas sobre a comissão ter autoridade para decidir sobre os recursos.
A Executiva decidiu que a Câmara de Recursos apenas opina, sem poder deliberativo. Não há, porém, decisão sobre o que será feito com as apelações que não conseguiram sequer parecer.
Enquanto isso, o Sistema de Processo de Eleições Diretas (SISPED) do PT registra oficialmente apenas três candidatos: o advogado Esdras Queiroz, o professor Junito Vieira e a deputada estadual Leninha, atual vice-presidente da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG).