A reação de Mateus Simões à fala de Alexandre Silveira sobre não ser um ‘opositor’ de Lula

Fala de ministro gerou burburinhos entre interlocutores, mas vice de Zema sinalizou sobre relação com presidente da República
Em junho, Silveira e Mateus se reuniram em Brasília após articulação do deputado estadual Cássio Soares (PSD). Foto: Divulgação

Questionado sobre como ficará o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais diante da ida do vice-governador Mateus Simões para o PSD, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou não saber se o vice de Romeu Zema (Novo) é um “opositor figadal” de Lula. A declaração foi dada na noite dessa segunda-feira (24), durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Procurado por O Fator, Mateus Simões reagiu à fala de Silveira e afirmou que sua atuação está “centrada na defesa dos interesses de Minas Gerais”, mas deixou clara a oposição ao projeto político do presidente da República. “Eu sou um defensor de Minas, acho que era disso que ele estava falando. Minha premissa é defender os interesses do estado, mais do que uma oposição pessoal. Contudo, pessoalmente, eu e Lula representamos ideais opostas para o Brasil: mais estado e menos estado. Esquerda e Direita. Meu candidato a presidência é Romeu Zema”, disse o vice-governador.

A declaração de Silveira, porém, foi interpretada por interlocutores políticos como sinalização do ministro para manter abertas as portas de uma composição eleitoral com Simões em 2026.

Nesse cenário, Silveira pode tentar viabilizar sua inclusão como candidato ao Senado em uma eventual chapa encabeçada por Mateus no Estado, caso o vice-governador se lance ao governo.

Outra possibilidade mencionada é a construção de um arranjo em que Lula tenha, em Minas, Alexandre Silveira e um nome do PT como candidatos ao Senado e, simultaneamente, como principais palanques da campanha presidencial no Estado. Esse desenho acomodaria o PSD e o PT na disputa majoritária mineira.

Em junho, Silveira e Mateus se reuniram em Brasília após articulação do deputado estadual Cássio Soares (PSD), um dos líderes do governo Zema na Assembleia mineira. Na época, o encontro gerou desconforto entre aliados do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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