A publicação do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (sem partido) no X, antigo Twitter, anunciando ser pré-candidato ao governo de Minas Gerais, quase não teve repercussão entre lideranças e interlocutores da política em Brasília (DF).
Na terça-feira (13), Kalil comentou na rede social sobre a participação do senador Cleitinho (Republicanos-MG) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, publicando um trecho da sessão em que o parlamentar mineiro pediu uma foto com a influenciadora Virgínia Fonseca, que prestava depoimento à comissão.
“Depois dessa, definitivamente, sou candidato a governador de Minas”, escreveu o ex-prefeito.
Em Brasília, a mensagem de Kalil repercutiu mais como piada e ironia do que algo sério. “Não foi uma mensagem séria, até por isso não teve repercussão grande na política”, conta um interlocutor, completando que o ex-prefeito não é mais considerado um dos favoritos para concorrer. “O Kalil não é mais o primeiro da fila desse grupo político, há uma ordem de candidaturas que vêm sendo construídas na frente dele”.
Atualmente, o grupo político que se articula mais abertamente para disputar 2026 contra o sucessor de Romeu Zema (Novo) – o vice Mateus Simões (Novo) – é capitaneado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Além dele, outras possibilidades seriam o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), ou um nome indicado pelo PT, como o da prefeita de Contagem, Marília Campos.
O ex-prefeito está sem partido desde junho do ano passado, quando deixou o PSD para apoiar a candidatura de Mauro Tramonte (Republicanos) à PBH. Na articulação que selou o apoio, estava prevista a filiação de Kalil ao Republicanos, mas a derrota de Tramonte fez a direção da legenda em Minas recuar da conversa.
Kalil foi candidato a governador em 2022, quando foi derrotado por Zema no primeiro turno.