A resistência interna do Novo em Minas a um dos cotados para vice de Mateus Simões

Definição da vice para 2026 evidencia divisões regionais e depende de negociações com o PL e outros partidos
Simões e Zema
Mateus Simões (PSD) é o nome do governador Romeu Zema (Novo) para as eleições ao comando do estado em 2026. Foto: Cristiano Machado / Imprensa MG

As conversas internas do Novo sobre a indicação de um nome para vice na chapa de Mateus Simões (PSD) ao governo de Minas Gerais em 2026 têm dividido o diretório nacional da legenda e colocado mineiros e paulistas em posições opostas.

Como mostrou O Fator, o governador Romeu Zema contou que a saída de Simões do partido e a migração para o PSD incluíram um acordo para que o Novo ficasse com a vaga de vice.

Caso esse desenho seja mantido, a definição do nome caberá ao chefe do Executivo estadual. Nos bastidores, são citados o ex-deputado federal Tiago Mitraud e a vereadora de Belo Horizonte Fernanda Altoé.

Conforme apurou a reportagem, há, porém, resistência do diretório local ao nome de Mitraud. O entendimento é de que ele tem maior proximidade com o Novo nacional e defende pautas liberais, o que gera ruído com setores mais alinhados à direita.

Esse perfil também pesa nas conversas com o PL, que caminha para a formação de uma aliança com Simões. O partido de Bolsonaro negocia participação na chapa e tende a indicar um concorrente ao Senado.

Nesse escopo, dentro do Novo em Belo Horizonte, a preferência recai sobre Fernanda Altoé, vista como mais próxima da executiva estadual e como um nome que ampliaria a representação feminina na composição.

Também há uma avaliação interna, ainda que negada publicamente, de que o Novo pode abrir mão do posto de vice para acomodar outras siglas na aliança. Nesse cenário, a proximidade da vereadora com Zema seria um fator para facilitar a condução desse ajuste.

Hoje, a articulação em curso considera o Novo na vice, o PL com uma das vagas ao Senado e a outra destinada ao secretário de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), partido que integra federação com o União Brasil.

Como Simões ainda busca atrair outras siglas, como o Republicanos do senador Cleitinho Azevedo, também pré-candidato ao governo, o espaço na chapa tende a ficar mais limitado.

Pela lógica de representatividade numérica no país e acesso ao fundo eleitoral, integrantes do Novo avaliam nos bastidores que a legenda pode ser preterida nessa etapa da negociação.

Leia também:

A reação do mercado financeiro à proposta de Zema para a privatização da Copasa

Embate pelo comando de Câmara da Grande BH faz vereadores brigarem durante sessão

Justiça condena ex-prefeita mineira por fraude em licitação na contratação de advogado

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse